Segunda-feira, 06 de setembro de 2010
Investigação vai apurar conduta de delegado que matou cão
11/11/2009

Brutalidade


Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) vai investigar a conduta do delegado titular do 1º Distrito de Polícia Civil de Corumbá, Jeferson Rosa Dias, que matou a tiros um cachorro vira-lata após o animal ter atacado seu cão poodle na manhã desta quarta-feira, 11 de novembro. O delegado Regional, Hausner Helmút Voss, explicou ao Diário que a Sejusp foi comunicada da situação e enquanto correr a investigação, Jeferson Dias, seguirá desempenhando as atividades normalmente.
“A Secretaria de Justiça e Segurança Pública vai apurar o caso através do Departamento de Polícia do Interior, da Diretoria Geral de Polícia Civil (DGPC). A Sejusp vai instaurar um procedimento interno para apurar o caso”, afirmou Voss. O resultado da apuração vai indicar se o titular do 1º DP corumbaense será ou não punido administrativamente ou criminalmente.


Segundo o chefe da Delegacia Regional, um delegado indicado pela DGPC, que não atua em Corumbá, virá ao município para comandar a apuração. O prazo de conclusão das investigações só pode ser confirmado pelo responsável pela apuração do caso.


Os tiros que mataram o cão vira-lata foram disparados pelo delegado na esquina da rua Tiradentes com avenida General Rondon, Centro de Corumbá. A tutora do cão morto, Janete Santos Cabreira, muito nervosa, afirmou que o animal – chamado “Toquinho” – nunca apresentou qualquer problema. Ela contou que uma viatura da Polícia Civil foi enviada ao local para pegar o cachorro já morto. Ela tentou impedir, mas os policiais acabaram levando o animal dizendo que ele passaria por exame para confirmar se estava com alguma doença. A Polícia Militar foi chamada e a mulher registrou um boletim de ocorrência contra o delegado. O registro foi encaminhado à Polícia Civil.


O caso


“Por volta das 08 horas da manhã, a secretária da casa do delegado, estava sentada na frente da residência dele com o cachorro poodle, quando um cão se aproximou e começou a brincar com ele. Alguma coisa aconteceu e os dois cachorros começaram a brigar. A mulher, apavorada, começou a puxar o poodle e a gritar, quando o delegado saiu e deu um chute no cachorro afastando-o do poodle. Logo depois, eu vi o delegado descer do carro dele em frente à casa de dona Janete e disparou três tiros no cão, que caiu morto. A dona Janete pedia ‘pelo amor de Deus, não mata meu cachorro, se seu cão está ferido a gente manda num veterinário’, mas o delegado nem ouviu, agiu sem pensar”, relatou ao Diário a moradora Marta Mendes Silva, 28 anos, que assistiu a todo o tumulto.


Procurado pela reportagem deste jornal, o delegado Jeferson Dias deu a sua versão. “Estava tomando café quando a minha secretária começou a gritar. Fui socorrer, era meu poodle que estava sendo mordido. Logo, comecei a chutar o cachorro, que não largava meu animal. Depois, entrei para casa e quando saí o cachorro já havia soltado meu poodle. Fui atrás do cão de carro, e quando desci do veículo, ele me atacou também. Não tive alternativa a não ser atirar no cão. Meu cachorro acabou morrendo devido às mordidas”, afirmou. O delegado disse ainda ter registrado boletim de ocorrência no 1º Distrito de Polícia Civil por “falta de cuidado com animais e usurpação na cautela da guarda de animais”. Ele informou que a secretária dele também foi mordida pelo cachorro.


Fonte: Midiamax

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